sexta-feira, 8 de março de 2013

Uma Poesia ao dia internacional da Mulher

Por José Cícero



Apogeu do ato criador de Deus.
Figura exultante,
Fonte exuberante
Do amor maior

que existe no mundo: Mulher!

Semente dos céus
que o altíssimo
num dia de graças,

um tanto inspirado
semeou por entre os seus: Mulher!

Oração cotidiana.
Levita-obreira...
Infinita bondade

tão sem nome.
Joana, Maria, Zefa, Ana: Mulher!

Milagre a se renovar por entre os homens
para o todo e sempre.
Carinho e paz
que nos redime;
Angelicalmente: Mulher.

Luz que ilumina a vida.
Na mais pura retidão que existe.
Mãe da humanidade.
Palavra eternizada
por entre a gente.
Mágica oblação de santa: mulher!

Sensibilidade edificada.
Justiça a que todos enxergam
Puro sentimento...
Na mais pura perfeição
do que é certo.
Oferta compartilhada: Mulher!

Humana criatura.
Beleza rara de toda criação.
Sinônimo de todo amor que existe.
Anjo da plenitude;
Plena louvação dos deuses: Mulher!

Tolerância que pacifica o mundo.
Símbolo de luz.
Puro sentimento

de mancietude...
Farol que a todo guia.
Angelical figura: Mulher!
Força que nos conduz
e nos impõe..
Grandeza da aceitação
do amor como partilha.
Dádiva divina.

Refrigério dos que sofrem
e amam
- mãe eternamente: Mulher!

_____
José Cícero
In Minhas Metáforas Codianas
Inédito - 2010
Fotos ilustrativas:(da Internet).
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www.seculteaurora.blogsopt.com
Imagem ilustrativa: da Internet( de Otávio Campos)

Um comentário:
blog do cosme disse...
Parabéns! Pelo entusiasmo de revelar sentimentalmente através de sua sensibilidade poética, todo carinho e admiração em ato comemorativo ao Dia Internacional da Mulher: "Pessoa de sexo feminino". Que veio ao mundo para conquistar nós homens e deixar escrito na História mundial suas marcas de coragem, luta, amor, afetividade e companheirismo

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

EITA VIDA MEU DEUS!...



Um prego a furar meu pé 
por toda a existência.
Um ar tristonho
de quem sofreu toda vivência.
Um caminho íngreme.
Um jeito meigo e estúpido
de se ver no outro.
Um estrepe. 
Um cisco no olho.
Um afiado espinho.
Um apertar no peito.
Uma andança infinda
pelas veredas das caatingas.
Uma sensação de agouro.
Uma alpercata gasta de couro,
sem cabresto deixando ver os calos
e o bicho-de-pé por entre os dedos.
Léguas tiranas de toda a minha  vida.
Tantos anos.
Tantos solitários  caminhos
que não vão dá em nada.
Um estouro de boiada
por entre os garranchos das desventuras.
Ninhos de passarinhos mortos.
Amores teimosos.
Alimentando o espírito
dos loucos aventureiros.
Passos cansados e decididos 
de guerrilheiros,
pisando firme sobre meus sonhos.
Uma cusparada de fumo de cachimbo.
Uma marcha sertaneja.
Uma espingarda enferrujada.
Um choro de despedida.
Um cachorro esquálido latindo alto
eternamente em meus ouvidos.
Bandos de urubus 
morando para sempre
em minha mente.
Uma topada.
Um passamento.
Um amanhecer sonolento.
Um preguiçoso gemido.
Um gozo alucinado de vencido.
Um gesto de otimismo.
Uma reza à noitinha.
Uma ladainha.
Uma oração de beato.
Um ato falho.
Um sacrifício.
Um soluço baixinho.
Um misto de alegria e choro.
Uma gargalhada.
Um rosário bento por padre Cícero
pendurado no pescoço.
Um riso torto.
Uma caminhada pela vida.
Uma desdita infinita.
Uma lida ingrata.
Uma alma penada.
Uma despedida.
Uma lata d’água do riacho.
Uma cacimba funda.
Uma cova rasa de anjo, 
de andu e de milho.
Uma neblina fina.
Um cheiro de sexo e de orvalho.
Uma égua no cio.
Uma cadela prenha.
Uma donzela acesa.
Uma assombração dos matos.
Uma caipora.
Uma promessa ao divino.
Um viver sem graça.
Uma teimosia dos seiscentos diabos.
uma  louca vontade.
Uma utopia desvairada.
Um bezerro magro e uma vaca.
Uma cancela coberta de rama.
Uma levada cheia de piaba.
Uma labuta árdua.
E mais nada.
Eita vida meu Deus!...
...................
Por José Cícero (Inédito/2013)
Aurora - CE.
Foto: JC
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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Rio Salgado: Uma eterna promessa renovada para os sertanejos...

Por José Cícero
Confira a série de fotos do rio Salgado em Aurora em 17.02.13

O rio Salgado,  principal manancial da bacia hidrográfica do Cariri que, inclusive banha cerca de 42 km do território aurorense já começa a ficar diferente e mais robusto como nos velhos tempos de grandes invernadas com a chegada das primeiras águas dos seus riachos e afluentes. 
Ao receber suas primeiras águas( como nesta manhã de domingo) o Salgado também se enche de promessas e de farturas, visto que os seus pescadores ribeirinhos já começam a lançar suas redes e anzóis na busca de encontrar  seus preciosos peixes como se fossem o  alimento sagrado das suas próprias esperanças... O rio Salgado é, por assim dizer, um  milagre eterno prenhe de bonança e fé. Uma promessa sempre renovada dos céus para com os homens...
Quadro do Salgado(JC)
Cumpre assinalar que suas principais fontes de água e, que compõem a chamada bacia do Salgado, são os riachos da Jitirana, Pau Branco, Tipi, dos Cavalos, do Juiz, Olho d’Água, Jenipapeiro I e do Jenipapeiro de Cima(já na divisa com o município de Missão Velha). Outra fonte de água bastante considerável  é o Açúde da Cachoeira a cerca de 12 Km da sede com capacidade de acumulação de aproximadamente 34,5 milhões de metros cúbicos de água que, inclusive, é responsável pelo abastecimento da cidade..
As cheias do Salgado, sempre foram um grande acontecimento social. Um verdadeiro espetáculo, posto que  costumam atrair muita gente para a entrada da cidade(beira frsca) onde está localizada a grande ponte. 
Todos querem presenciar a chegada das primeiras enxurradas, ou seja, contemplar de perto, a força das suas águas descendo em disparada em busca do Jaguaribe e do Castanhão, rompendo barreiras e ribanceiras. 
É o Salgado, indo ao encontra da sua sina e do seu destino. Como um Prometeu dos sertões, cumprindo a escrita no seu antigo sonho de querer virar mar. 
De modo que, constitui  um autêntico lenitivo para os que quase pelo ano inteiro  só vêem aridez e seca pelas caatingas adentro, e assim desejam a partir de agora presenciar este momento mágico das 'cheias'. Um imenso espetáculo da vida que se renova, proporcionado pelas grandes águas a descer das cabeceiras do Araripe das bandas da Batateira, como se fosse sementes plantadas pelo Cariri inteiro.
Um verdadeiro colírio natural  para os olhos  de todos os sertanejos de Aurora e do região como um todo. Um puro milagre da multiplicação é agora o nosso Salgado - o rio mais doce do mundo...
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(*) Prof. José Cícero
Secretário de Cultura e Turismo
Aurora-CE.

Fotos: JC Blog da Secult
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sábado, 29 de dezembro de 2012

Há seis anos era criada a 'Revista Aurora'

Da Redação

Os primeiros números da Edição de estréia da Revista AURORA 2006-2007
Número de estréia da Revista AURORA capa e miolo- dez/2006

Pauta: Velha cajazeira onde se arranchava o bando de Lampião na Ipueiras

Pesquisa de campo: JC e Luiz Domingos-07
Em dezembro de 2006, há exatos  seis anos atrás era lançado na nossa cidade  o primeiro número da revista AURORA. Uma iniciativa  pioneira articulada pelo professor e pesquisador  José Cícero ao lado do professro Luiz Domingos de Luna. 
Um informativo de cunho cultural e histórico,  que tinha como propósito central promover o resgate e a difusão da rica memória histórica do município. Especialmente da chamada história não oficial a que seu editor/redatro José Cícero denominava de realismo fantástico. 
"Uma história que a própria história esqueceu de contar, assim como uma grande gama de causos palpitantes", trazia estampada na sua capa na edição de estréia  a revista Aurora. Numa  matéria de capa especial  que abordava  a existência um tanto sombria e enigmática do centenário 'Cemitério da Bailarina' localizado no sítio Carro Quebrado(Patos) no riacho das Antas. 
Como ainda, uma reportagem-documento acerca do não menos importante e desconhecido sítio paleontológico da Massalina - localizado no leito rochoso do rio Salgado no sítio Volta na região do Pavão. Assunto que inclusive foi tema de reportagem publicada no caderno Regional do respeitado jornal Diário do Nortesde de Fortaleza(ver foto).
Na sua edição de lançamento a 'Revista Aurora' publicou ainda, uma série de reportagens inusitadas sempre enfocando o município aurorense. Dentre as quais, a casuística de ocorrências  ufológicas( sítios Olho d'água e Bordão de Velho), narrativas sobre o mito da "Braúna Santa" do sítio Martins, assim como a polêmica passagem de Lampião por Aurora nos anos de 25 e 27, o fogo do Taveira, Marica Macedo, o epísódio da fazenda Ipueiras de Zé Cardos. Inclusive o bárbaro e terrível assassinato do coronel Izaías Arruda na estação do trem, a presença do cangaço na história aurorense, dentre outros temas.
Capa: Edição online Revista Aurora
No número seguinte, a revista ainda mais robusta, enfeixou na sua pauta um corolário de assuntos ainda mais curiosos e interessantes, tais como: a história do casarão do corinel Fco. Xavier de Sousa, dito como o fundador de Aurora;  comunidades remanescentes de quilombolas(sítio Grossos); como ainda, narrativas de fatos reais sobre a existência das tradicionias Botijas(sítio Alves e Grossos), as minas do Coxá, o casarão do padre Cícero no sítio Maracajá, o mito da menina Cotinha que  obrava milagres na referida comunidade. Ainda, sobre a história da mártir Francisca - a santa popular de Aurora; o rio Salgado, a prisão de Frei Caneca no sítio Juiz, a morte do filho de Bárbara de Alencar na serra da Várzea grande(cachimbo), os Penitentes da Ordem Santa Cruz, a caverna da serra dos quintos(Vazantes), Dona Bárbara na época a mulher mais velha de Aurora, a relação de amizade de Lampião e o coronel Izaías Arruda ante a trama na fazenda Ipueiras para a invasão de Mossoró em 1927. Bem como, os cangaceiros e jagunços filhos da terra que compuseram o bando do rei do cangaço e do próprio coronel, além de artigos e  entrevistas com historiadores, populares e pesquisadores.
A repercussão em torno da empreitada informativa foi tão grande que formos convidados a fazer o lançamento da revista na TV Diário na capital cearense, assim como fomos igualmente objetos de reportagem nas páginas dos jornais como Diário do Nordeste, O Povo e Jornal do Cariri, assim como em outras mídias.
Atualmente, o projeto de continuidade da Revista Aurora, conforme o seu fundador, o pesquisador José Cícero, continua ainda de pé. De forma que, "a qualque momento, quem sabe quando o abusado e sempre  irrequieto maribondo da caatinga nos ferruar novamente, possivelmente ganharemos mais uma vez o oco do mundo para novas pesquisas e novas descobertas no campos da rica e fantástcia historiografia aurorense. E assim, decerto, iremos seguir de novo as longas e extensas pegadas históricas das léguas tiranas de Aurora", disse.
Pesquisa: Prof. José Cícero, Davi Silva e o prof. Luiz Domingos de Luna
Segundo número da Revista AURORA - 2007
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Da Redação: Blog de Aurora e site Cariri de Fato.
Fotos: jc arquivo RA.
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